terça-feira, 17 de setembro de 2013

Os cinco minutos.

A minha sina, o meu pilar
Procuro apoiar-me em palavras
Vazias, cheias de desespero
Esperando encontrar, ou melhor
Desencontrar os caminhos que
Me levam até essa tal literatura

Disperso, aéreo, confuso, mítico
O texto.
O medo.
O cheiro.

Palavras, símbolos, signos, sinônimos
Não me sustentam.
Tento nutrir-me de Drummond, Bandeira, ou Kerouac
Mas o propósito não são eles
Busco o sustento onde a miséria domina o meio
E passo fome, e passo medo
E de repente os pequenos cinco minutos
Já passaram.

O que me falta?

 Tenho me sentido estranha, mas hoje sei que preciso me sentir parte de um lugar muito especial. E sobre isso, escrevo assim: O que me falta...