quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Eu, quem?

Ela é a transformista da noite, a alegria fingida do bar.
Dos bares, e das noites.
Em cada mesa que para, encontra possibilidades diferentes para atuar.
Entre as conversas mais desconexas do mundo qual ela pertence (?), é impossível enxergar o que ela quer dizer quando, atentamente, coloca seus olhos, fixados e escuros, em cima dos meus.
Na noite, entre um copo de cerveja e um trago no cigarro, se sente tão a vontade que veste a máscara do lado de dentro, e coloca pra fora todos os autores que existem dentro dela.
Os personagens mais variados surgem em meio ao caos dessa cidade, mergulhados num profundo, e complexo estado.
Quando os amigos dela chamam, ela tenta voltar praquela roda de conversa, que fala sobre qualquer assunto que dificilmente a interessa.
Ela dança, ela passa e seduz quem está no seu caminho.
Fica puta quando perde a inspiração em toda essa gente que não consegue entender o tamanho do seu coração. Abraça todo mundo. Torna-se íntima de pessoas que mal conhece, diminui os espaços, estreita e esperta, ela consegue chegar onde quer.
Pega mal de limpar a boca, a bunda ou a boceta, tanto faz, ela quer botar pra fora aquilo que meche com o seu senso
de mais um copo americano quebrado, ou sotaque argentino manjado, e um sorriso carioca disfarçado. Quando seus amigos gritam pelo seu nome, ela tenta voltar, na roda de conversa que fala sobre qualquer assunto que geralmente não consegue ficar interessada. O seu interesse naquele momento é apenas atuar.
Atua dessa maneira quando sente livre, e afasta todas as barreiras que tentam mudar o seu caminho.
Uma dessas barreira, chama-se Liesel. Prazer, esse é apenas mais um dos seus eus. Liesel não é interessante para essa conversa de bar.
Voltando à transeunte de mesas, grupos e aglomerados.
Transitoriamente, passa
pelos cantos, suscita muitos encantos de homens e mulheres que nem imaginam o tamanho de seu pranto. Tanto, de tanto querer ser aquele que há por dentro,
com seu copo de cerveja numa e o cigarro na outra mão. Num momento, ela simplesmente desaparece e volta com uma garrafa de conhaque e contine na mão, dizendo que de um é pró santo e outro é pra festa. Todos se reúnem em volta dela, enquanto ela fala. Ela é, ela vive, ela sente. Ela finge, e se sente bem com isso. E porque ela precisa de tudo isso? Ela tenta evitar o julgamento alheio, veste a fantasia de ser o outro que existe dentro dela, ela inventa mais como inventa.
Liesel, quem aqui vos fala é um corpo cansado, mal aproveitado pela falta de coragem e tempo, de descrever a transformista numa hora apropriada. Agora são 00:36 e já me vejo muitíssimo cansado!.
Por mais eu esteja quase sempre acompanhada, em todos finais de noite o que eu percebo é quão estou desamparada. A busca incessante por atenção disfarçada, torna cada vez mais longe a minha caminhada.
Eu sou a transformista da noite, a alegria fingida do bar. Dos bares, e das noites.
Em cada mesa que paro, encontro possibilidades diferentes para atuar. Entre as conversas mais desconexas do mundo qual eu pertenço (qual?), é impossível estabelecer relação entre um olhar e outro.
Na noite, entre um copo de cerveja e um trago no cigarro, me sinto tão a vontade que visto a máscara do lado de dentro, e coloco pra fora todos os autores que existem dentro de mim. Os personagens mais variados surgem em meio ao caos de mais um copo americano, ou sotaque argentino, e um sorriso carioca. Quando meus mais amigos me gritam, eu preciso voltar pro mundo, na roda de conversa que fala sobre qualquer assunto que geralmente eu não estou interessada. O meu interesse naquele momento é apenas atuar.
Atuo dessa maneira quando sinto liberdade, e afasto de mim todas as barreiras que dificultam o meu caminhar. Uma dessas barreira, chama-se Liesel. Prazer, esse é apenas mais um dos meus eus. Liesel não é interessante para essa conversa de bar. Voltando à transeunte de mesas, grupos e aglomerados, de quem eu estava falando.
Transitoriamente, Liesel passa
pelos cantos com seu copo de cerveja numa e o cigarro na outra mão. No momento, Liesel não existe. Quem aqui vos fala é um corpo cansado, mal aproveitado pela falta de coragem e tempo, de descrever a transformista numa hora apropriada. Agora são 00:36 e já me vejo muitíssimo cansado!.
Por mais eu esteja quase sempre acompanhada, em todos finais de noite o que eu percebo é quão estou desamparada. A busca incessante por atenção disfarçada, torna cada vez mais longe a minha caminhada.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Sonho

Num despertar de um sonho lindo, 
Construído pelo inconsciente divino
Caminhando em busca de um específico sorriso: duvidoso.


As luzes, ao olhar dos olhos dela,
Distorciam a realidade, turva, que imaginou

Neste mesmo sonho lindo.

Lembranças vagas, surgiam na psique
Exacerbada era a vontade, de fazer-se real
Torna-te novamente real, a tua pele

Sobre os braços dela.

Seria mesmo este, um sonho lindo?

Cercado de incertezas, o sonho que já não era mais sonhado, 
E sim vivido
Denominou-se como eternas saudades,
De uma realidade intangível.


Anos se passaram, e a lembrança ainda daquele mesmo sonho lindo,
Foi desvendada ter sido sonhada, 
Por outra mulher.


Deitada na cama, tentou retornar ao sonho da outra. 
E não conseguiu.
Lembrou-se ter tido vontade de despertar
E agora
Já era tarde demais.
À aquele sonho, ela não retornaria mais.


Mesclando todos os arrepios que sentia, com os olhos fechados
Questionou-se, se em algum momento, 
Estiveram-os de fato, acordados. 
Os olhos.
A razão. 
O amor, lúcido.


Não.

Aquele sorriso, simplesmente a consumia.
Esquemas criados, muito mais elaborados
Que o tear de uma aranha,
Envolviam os sentidos dela.


O calor daquele sorriso duvidoso,
Afastado pelo destino natural da vida,
Unido pela casualidade de emaranhar a vida,
Enlouqueceu-a de paixão.


Voltando ao sonho lindo,
Triste por não mais poder vive-lo
Decidiu que faria da paixão onírica
Um belo jardim.


Cuidaria da alma viva, que permanecia intacta:
Pelo por pelo, cílios por cílios, póros por póros. 
Imagem de um sorriso duvidoso,
Composto na tela de um rosto
Pintada por Deus.


Ao amor e aos dias vividos, 
Rasos de igualdade,
Contudo, revestidos de uma intensa insanidade
Fizeram dela, uma mulher mais feliz.


Abençoado seja este jardim,
Que a permita voltar,
Nem que seja apenas para relembrar
Daquele sonho e sorriso lindo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Encerramento

Entre o amor e o ódio:
O Equilíbrio e o Caos.
Há entre o vão de nossas vidas
O fruto do bem e
O fruto do mal.

Não há de ser
Nenhuma fenda a se fechar
Nenhuma janela a se abrir.

Existência fugaz
Tornou-se a cada vão momento:
Vontade de sorrir.

Já não reluz o brilho do amor.
Já não queima a dor do ódio.

Prossegue.

Como(vida)?
Em p(artes).

Sobrevivendo.
Suportando.
Enfrentando.

06 de agosto às 00:06 - noite de despedida.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Não dá mano!

Associar: verbo transitivo direto
Reunir, agregar. Um significado
Para Atrelar aos acasos que
tocam minha vida.

Pegos pelas mãos dadas
Um ao outro, houve falha 
de sinapse. De conexão.
O mesmo toque p/ um,
tanto contato sensitivo
p/ outro apenas associação.

Associar os pequenos detalhes
E esquecer-se
Confundir-se
Afastar-se: IRÁ

E foi.

Tanta intensidade
Se desfez como
Inibição.
Até quando o coração 
aguentará TANTA
falta de consideração?

sábado, 3 de outubro de 2015

Amor Futuro

Estar apaixonado é como viver em montanha russa
A cada ápice de altura, um toque, uma ternura
O coração dispara, as pernas tremem, os Bofes saem.

A caminho do próximo encontro
O carrinho segue na velocidade, rumo mais uma queda
Que tanto nos alegra.
Quando acaba a brincadeira,
Saímos do carrinho querendo voltar para a fila.
Na segunda vez é incrível,
Na terceira ainda sim.
Na quarta, na quinta... As coisas mudam.
Os ápices não são mais de iludir.

O carrinho já não te faz sorrir.

Você vibra quando chega sua vez e por ainda conseguir enfrentar
Aquelas grandes filas lotadas dos ainda apaixonados.
Depois da segunda volta no carinho,
A alegria vira rotina e se confunde com a sensação de não saber se chegou lá.

E lá estando,
Já pensa no próximo brinquedo.
Enfrentar outras filas,
Gozar no ápice de outras alturas de magia.
Sentir um novo carinho...

E então,
Acabaram-se os ingressos.
Não há mais vaga nas filas,
O parque fechou.
O coração inflamou.

Até o próximo dia.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Sem título

Por um pequeno grande motivo besta
A amizade se desfez feito fumaça preta
Nublando todo o céu do meu carinho
E a esperança de continuar a ser o seu amigo.

Por um pequeno grande motivo besta
A cor dos meus olhos viraram cor de lágrimas
A angústia que persiste em ainda ser meu carma,
Sobressaiu-se em minha calma.

Por um pequeno grande motivo besta
Meus dias tem se tornado mais compridos
Os sons das músicas que tenho ouvido,
São semi-indiretas que já me fizeram rir contigo.

Por um pequeno grande motivo besta
Devasto a bateria do meu celular,
A energia no meu caminhar
A alegria do meu relembrar
De tantos sorrisos que dei sem ser seu inimigo.

Por um pequeno grande motivo besta
Engasgo com as suas indiretas duras
Afogadas em argumentos falhos
Precipitada por um momento raro

E tão raro torna-se a esperança
(ainda por esses pequenos grandes motivos besta)
De uma esperança cabível dentro de um espaço cheio de "desamor".

Toda a mente fraca
De uma grande pequena amizade forte
Faz com que se perda, o que já era de ser perdido.

Resta-se: saudades.

Pois...

"Amores sempre serão amáveis"

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Algodão

Quando já
Não se nota
A presença,
A saudade vira lenda.

E lenta segue
A ausência
Junto da esperança de
Um dia ser...

...de algodão.

Para reler ao som de "Cícero - João e o pé de feijão"


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sem nome

Quanto mais longo o dia passa
Mais de perto vejo a pressa
De conhecer tudo
Além daquilo que me interessa.

Quanto mais calma eu tenho
Mais de longe eu enxergo
O horizonte do mar que eu desenho.

Quanto mais da vontade eu fujo
Mais de perto do cigarro eu fico
Refletindo sobre o meu futuro caminho.

Quanto mais observo o tempo
Mais de longe eu fico do momento
De abraçar o mundo com as minhas mãos pequenas.

Dando um passo maior que a perna,
Maior se torna a espera
Angústia que de mim venera,
A vontade de continuar
Seguindo.
Vivendo.

Sobre flores.

Margaridas que tornam no apreciar dos olhos, menos o amargar da vida, motivo de infelicidade de algumas noites - saída para um novo dia. Margaridas, queridas flores que enganam o rancor e o pesar de vidas vazias. Margaridas, vivas. Machucadas, mulheres vivas. Angustiadas ao dormir, tentando curar suas feridas. À elas oferecem, margaridas. Quem dera pudesse curar, quem dera pudesse tornar menos doloridas as nossas vidas, com margaridas. Amargas vidas. O amanhã existirá para a esperança que ainda não morreu. E quando chegar, será o dia em que não mais delas encontrarão - as belas margaridas, feridas.

Descansar sobre os lençóis dos pensamentos mais profundos e desconexos. Uma noite - Sem data.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Opiáceo for me

Naquela manhã,
Estávamos em busca de experiências
Nada premeditadas, tudo foi acontecendo.
Entramos num mundo surreal,
Onde pela primeira vez em minha vida,
Senti vontade de voltar para este mundo.
Não foi difícil sair,
Em menos de 2 min
O toque no teu braço foi necessário.
Foi preciso associar o físico,
Meio que eu choque de "realidade"
Pensei, preciso de um toque:
Chazam! E ela me deu.
Eu já não sabia se era aquilo que eu queria.
Queria estar de volta, mas ainda não sabia o que seria voltar.
Ou, para onde eu queria voltar.
De onde eu estava voltando?
O que estava acontecendo?
Quando foi que percebi que a viagem não valeria realmente a pena?
O despertar de alguns sons fez com que eu sentisse medo.
Do que estava sentindo medo?
Depois de algumas experiencias,
Me senti mais viva.
Como se toda essa dor e angústia fosse necessária para me fazer consciente do que tenho de mais real dentro de mim:
O amor.
Foi tudo lindo. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Acordes

O som conduz
O rumo dos encontros
Dos nossos corações.

Quando conectados
Saem descalços pelas ruas
Dançando em circunstâncias simples,
Sem adornos
Entre os becos e vias
Da vida
Destoando dos transtornos.

Sons que pulsam e,
Invadem os ouvidos,
Atentos entre o movimento
Do embalo do seu umbigo
Sobre minhas mãos
Quentes, vibrantes...
Excitam meu libido.

Move,
Entre o som dessa batida
Cada parte do ar que res(piro)...
Deste olhar simples,
Dormir e acordar - 
Entre isso,
Permanecer infinitamente 
Dentro de ti!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Escrever o que sinto em forma de versos,
não os tornam estes - os versos
Poesia.

Nem me fazem mais poeta ou
Poetisa.

De tanto sentir vontade de criar,
os sentimentos - artes, versos, poemas e poesias
em todos os meus dias
esvazio do meu peito
o ar,
junto do fumo
de que meu corpo invade,
abaixa a calma
Rasga a carne,
torna-me mais humana,
e menos - um pouco
balão de ar a quase estourar.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

O que é isso?

O que eu sinto
Não é doença.
O que eu penso
Não é poema.
O que eu quero
Não é riqueza.
O que eu vivo
Não é arte.

O que eu escrevo
Não é um dom.
O que eu toco
Não é um som.
O que eu falo,
é por ser sozinho.
O que eu como
Não é comida.

De onde eu venho,
é tudo eu.
E de repente,
Não sou mais eu.
Não ouço os outros,
pairo do mundo.

Parado, estático
No meio breu
Mas
Mais
Branco que a tela
deste computador.
Nem flashes,
Nem memórias.
Nem sentido,
Nem dor,
Nem cor,
Nem nada.

De repente,
sou eu de novo
A me estatelar
Pelas vias poluídas.
Sozinho.
Somente eu
E Deus.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Deixe-me

Vem, chega aqui!
Poe a tua mão em mim e
Deixe-me
Tudo aquilo de antes,
Sentir.
Deixe-me apenas
Se for pra realizar
Os desejos que de meu corpo gritam!
Passe a tua mão nos meus cabelos,
Coloque a tua mão no meu seio.
Deixe-me!
Deixe-me fazer o que eu tanto quis,
Deixe-me fazer o que me fez tanto feliz...

Só não me deixe.
Nunca mais.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O tempo passa longe de nossos olhos
O que está perto, é a busca do que está longe.
Sonhamos.
Planejamos.
Viajamos.
O presente, não existi.
O agora, já virou história.

O que me falta?

 Tenho me sentido estranha, mas hoje sei que preciso me sentir parte de um lugar muito especial. E sobre isso, escrevo assim: O que me falta...