quinta-feira, 30 de maio de 2013

"La" Poética Falida

"La" Poética Falida

Minhas poética está falida.
Minhas palavras, perdidas.
O sentimento quase astral
de um ser não-imortal

Pesadas histórias
entre péssimas memórias,
o mundo visto,
previsto e antevisto
distanciando-se desta ou disto.

Desta, uma memória patética.
Disto, um amor imprevisto.

Matheus Oliveira.

Matheus!

Saio do post número 23 em grande estilo com o texto do meu querido amigo, Matheus!

Cruel serenata.

Se alguém pode ouvir
a música que entra por baixo 
dessa brilhante porta,
esse alguém não sou eu.

A mera insensibilidade que sinto, 
renegada pelo largos goles de Absinto,
transformada; logo após reduzida a pó....emocional.
Uma completa surdez em relação ao fícus arpejante.

Coreto que me abrigou,
na noite, na qual entoei longos graves, 
e fui cego, acima de tudo.
Também humilde, como se fosse um outro qualquer.

Pise, pise, pise!
Ore, ore, ore!
E deixe-me em paz,
enquanto repouso no leito de ar,inconsciente...

Quando se sentir onda, que corta o caminho...
Quando se ver como pássaro, redescobrindo o ninho...
Entenda claramente que a batalha é pequena
e principalmente, que a real vitória vem e vale a pena.

Que os sonhos de pedra sejam toantes,
e os dedilhados plangentes,
aproximem nossa gente,
às vezes assim... meio distante. 
Matheus Oliveira.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Pré-fase VIII

Pessimista, eu?
Otimista, eu?
Caralho, por que existem classificações?
Filo, Gênero, Grupo,  Família?

Pré-fase VII

Escrevo de tudo
E não falo de nada.
Que culpa tenho eu,
Se assim
Me descubro, e me acho.

Não tenho amigos
Sou inimiga do amor.

Diz a Dona que
uma vez ou outra
Aprendo a querer
E a viver
E a ser feliz.

E realmente, quero.
E quero sentir.

O meu medo é descobrir
Que
A verdade,
não existi mais aqui.

Onde acho, o botão "SAIR"?

Pré-fase VI

Não quero pensar, e penso.
Não quero sofrer, e sofro.
Não quero querer, e quero.
Não quero amar, e amo.

Depois dizem que somos livres...
Como posso ser livre no mundo,
Sendo prisioneira de mim mesma?

Pré-fase V

Doce engano são os dezoito anos.
Amarga, é a espera.
Quando chegamos
Não acreditamos,
Que a nossa nova era
Já passou.


Pré-fase IV

Me contentei com o carinho de Bento.
O Santo veio me dizer que tudo
Uma hora ou outra, vai ter jeito
E por isso, nem sempre o vento
É sinônimo de chuva.

Encontrei Carlinhos (o do cabelo enroladinho).
Esse, Iemanjá diz que é dono do tempo.
Mas ser meu dono, esse não vai ser.
Por que dono mesmo, é o meu desejo.

Conheci José.
Conheci João.
Conheci Jacó.

Cada um - um jeito.
Todos - um conselho. De um defeito - um acerto.
De um manejo - um apedrejo.

Um a um, conheci. E só então percebi.
Poderia conhecer mais, ou conhecer menos.
Do ser humano, nada se sabe.


Pré-fase III

Você não precisa ser feio, pra ser bonito.
Você não precisa ser chato, pra ser bonito.
Você não precisa ser triste, pra ser bonito.
Você não precisa ser bonito, pra ser.

Parecer qualquer uma dessas formas
Não te faz ser
bonito, ou feio.
Tudo isso são apenas
Aparências.

Pré-fase II

Como vale a pena sorrir!
Sorrir com a alma
Sorrir até saltar de você
sorrir de mentira, ou de verdade.

O Sorriso puro, o sorriso maléfico
Mas os sorriso!
A espontaneidade,
O valor e a verdade.

Os amigos e o sorriso,
Chorando de rir.

E o choro.

Como vale a pena chorar!
Chorar com a alma
Chorar até soluçar.
Chorar de mentira, ou de verdade.

Sorrir e Chorar,
E acima de tudo:
Se permitir.

Pré-fase I



Neste inverno quero mais de mim
Poder me olhar, me amar, me sentir.
Deitar na cama, dormir até tarde
brincar de mentir.

Quero um carinho sem medo
Andar por aí, sem destino
Talvez brindar um novo brinquedo.

Vou voar
Sem me explicar
Pra quem nunca entenderá
Que no meu jogo da vida
Caminho certo, não há.

Quero mais é viver!
Tocar "corneta"
Comer dadinho
roubar selinho...
Pular de uma perda só,
Ficar escondidinho.

O inverso e o incerto
Eu vou arriscar!
Quem sabe morar na praia,
e um barco navegar...

terça-feira, 14 de maio de 2013

eu, Berenice.

Berenice, após um treino de equilíbrio, teve um pensamento:

Gosto de fazer o que não me faz bem. Gosto também, de escrever. Mas por que será que as palavras só me vem quando eu não as quero? 
Gosto de movimento; gosto da dor.
Acho fácil gozar quando estou por cima, mas demoro quando estou por baixo. E na verdade, tudo faz parte do prazer por prazer. Eu gosto de "chegar lá". Juntos ou não, olhar nos seus olhos e conseguir transmitir o que estou sentindo, me tonar plena. O meu suor sobre o seu corpo, a brisa da janela com grades. Ambiente rústico, selvagem. Quando peço pra parar, é que preciso de muito mais.
Confusão psíquica, ilusão verbal. Se digo que estou bem, muitas vezes me sinto muito mal. E é aí que você aparece mais uma vez em minha cama. Com fumaça, ou sem. Embriagados, ou não. A sintonia me aflige e as vezes sinto medo de que tudo seja apenas mais um sonho. Pensando bem, porque não sonhar? Porque não aproveitar essa tua chance de vida? Essa maneira de ser feliz? Afinal, a felicidade é a busca do prazer. Prazer por prazer. Eu gosto da dor. Vamos combinar um passeio. Vamos continuar a viver. Vamos nos equilibrar...

terça-feira, 7 de maio de 2013

Foi na chuva.


Do mês de maio

Sinto vento de novos tempos.
O tempo mudou.
Agora na rua, a chuva cai.
Novos ventos, cheiro de chuva,
jeito de vida.

Eu sinto vento de vossa voz.
Serena, invade o meu quarto
enquanto a noite ainda é fria
encantando a todos nós.

E é o vento, o meu sinônimo
de solidão.
Aquele que se sente, e não se vê.
Todos os meus signos, símbolos, sinais
são sinônimos de tudo que não se crê.
O amor, a dor, o rancor e a alma
Todos, descalços. Sem explicação.

A foto, o retrato, a paisagem.
Conjunto de imagens reproduzidas da
irrealidade.
O cheiro, e a vontade
São apenas mais alguns sinais de toda a minha
insaciedade.  

06/05

Eu não vou tentar entender. eu não vou tentar me classificar. eu não vou tentar me enquadrar, naquilo que eu não faço parte. eu não. eu não! Eu só queria descobrir ...

O que me falta?

 Tenho me sentido estranha, mas hoje sei que preciso me sentir parte de um lugar muito especial. E sobre isso, escrevo assim: O que me falta...