quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Sem nome

Quanto mais longo o dia passa
Mais de perto vejo a pressa
De conhecer tudo
Além daquilo que me interessa.

Quanto mais calma eu tenho
Mais de longe eu enxergo
O horizonte do mar que eu desenho.

Quanto mais da vontade eu fujo
Mais de perto do cigarro eu fico
Refletindo sobre o meu futuro caminho.

Quanto mais observo o tempo
Mais de longe eu fico do momento
De abraçar o mundo com as minhas mãos pequenas.

Dando um passo maior que a perna,
Maior se torna a espera
Angústia que de mim venera,
A vontade de continuar
Seguindo.
Vivendo.

Sobre flores.

Margaridas que tornam no apreciar dos olhos, menos o amargar da vida, motivo de infelicidade de algumas noites - saída para um novo dia. Margaridas, queridas flores que enganam o rancor e o pesar de vidas vazias. Margaridas, vivas. Machucadas, mulheres vivas. Angustiadas ao dormir, tentando curar suas feridas. À elas oferecem, margaridas. Quem dera pudesse curar, quem dera pudesse tornar menos doloridas as nossas vidas, com margaridas. Amargas vidas. O amanhã existirá para a esperança que ainda não morreu. E quando chegar, será o dia em que não mais delas encontrarão - as belas margaridas, feridas.

Descansar sobre os lençóis dos pensamentos mais profundos e desconexos. Uma noite - Sem data.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Opiáceo for me

Naquela manhã,
Estávamos em busca de experiências
Nada premeditadas, tudo foi acontecendo.
Entramos num mundo surreal,
Onde pela primeira vez em minha vida,
Senti vontade de voltar para este mundo.
Não foi difícil sair,
Em menos de 2 min
O toque no teu braço foi necessário.
Foi preciso associar o físico,
Meio que eu choque de "realidade"
Pensei, preciso de um toque:
Chazam! E ela me deu.
Eu já não sabia se era aquilo que eu queria.
Queria estar de volta, mas ainda não sabia o que seria voltar.
Ou, para onde eu queria voltar.
De onde eu estava voltando?
O que estava acontecendo?
Quando foi que percebi que a viagem não valeria realmente a pena?
O despertar de alguns sons fez com que eu sentisse medo.
Do que estava sentindo medo?
Depois de algumas experiencias,
Me senti mais viva.
Como se toda essa dor e angústia fosse necessária para me fazer consciente do que tenho de mais real dentro de mim:
O amor.
Foi tudo lindo. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Acordes

O som conduz
O rumo dos encontros
Dos nossos corações.

Quando conectados
Saem descalços pelas ruas
Dançando em circunstâncias simples,
Sem adornos
Entre os becos e vias
Da vida
Destoando dos transtornos.

Sons que pulsam e,
Invadem os ouvidos,
Atentos entre o movimento
Do embalo do seu umbigo
Sobre minhas mãos
Quentes, vibrantes...
Excitam meu libido.

Move,
Entre o som dessa batida
Cada parte do ar que res(piro)...
Deste olhar simples,
Dormir e acordar - 
Entre isso,
Permanecer infinitamente 
Dentro de ti!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Escrever o que sinto em forma de versos,
não os tornam estes - os versos
Poesia.

Nem me fazem mais poeta ou
Poetisa.

De tanto sentir vontade de criar,
os sentimentos - artes, versos, poemas e poesias
em todos os meus dias
esvazio do meu peito
o ar,
junto do fumo
de que meu corpo invade,
abaixa a calma
Rasga a carne,
torna-me mais humana,
e menos - um pouco
balão de ar a quase estourar.

O que me falta?

 Tenho me sentido estranha, mas hoje sei que preciso me sentir parte de um lugar muito especial. E sobre isso, escrevo assim: O que me falta...