sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Novo amanhecer

Se não fosse pra chover
O tempo não fecharia
O sol não mais surgiria
E você não ia embora

Antes de começar essa história
O guarda chuva estaria lá fora
O vento forte só na memória
E a brisa abrindo o dia

Eu não posso te dizer
Se o que eu quero é pra ser
Se o que eu sinto é pra valer
Se você só fecha as portas

O tempo muda toda hora
Quando vê já foi-se embora
Toda a nossa sintonia

Deixa raiar o dia

O nosso amor não é pra agora
Eu preciso te dizer
Dessa vez não dá pra ser
Não te quero como aquele dia

Ê lalaiê, Ê lalaiê...

(Para cantar ao violão, sobre mais uma decepção. MOGI, SP)

sábado, 20 de agosto de 2016

de barriga cheia
seguimos
vomitando
o olho gordo.

--

sem maldade
lealdade maltrata a carne
de quem só quer comer flor.

--

seio farto
de esperança vazia
sutiãs sufocando
durante o dia
nu, descansa o disfarce
de quem já se sente um covarde
pormenor vadia
varia o cansaço de
explicar o que é complexo
de inferioridade
que nos impuseram.

--

o silêncio é
manifestação
de lealdade e
paciência.

--

todo dia é dia
de viver
sem esquecer
que o impossível
é tudo aquilo que
não se tem fé.

O que me falta?

 Tenho me sentido estranha, mas hoje sei que preciso me sentir parte de um lugar muito especial. E sobre isso, escrevo assim: O que me falta...