Nem sempre quis andar sozinho
Sonhando meus pensamentos sombrios
Ontem eu era um homem, agora sou um menino
Tímido.
Por onde caminho
o caminho, caminha.
Tudo é fluído. É tudo florido.
Nem sempre quis viver em meu ninho
Chorando fatos, amando mitos
Ontem eu era um menino, agora estou sozinho.
Por onde voo
Vou sem medo.
Tudo é calmo. É tudo cedo.
Nem sempre quis eu ser eu,
Pensando aqui e estando lá
Estando aqui e pensando lá.
Estou mudando
Estou mundo
Estou mudo.
Nem lá, nem cá.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Refém de uma (falsa) necessidade.
Por afagos falsos
Aproximam-se os maus
Antes do golpe, há flores
Banquetes e álcool
O inimigo está próximo
Aproximam-se os maus
Antes do golpe, há flores
Banquetes e álcool
O inimigo está próximo
mesmo diante deste
(In)visível caos.
(In)visível caos.
Desprovido de disfarce:
Nu.
Descoberto.
Presa frágil, o meu eu.
Nu.
Descoberto.
Presa frágil, o meu eu.
Perturbado, sente-se preso
Dentro de uma caixa
Aparentemente chamada
De crânio
Dentro de uma caixa
Aparentemente chamada
De crânio
Preso, e imensamente solto.
Alcançando espaços jamais explorados
Mas de certa forma, também
Mas de certa forma, também
Conectados
Espaços que pairam em agonias
Em flashes de memória, ou reminiscências.
Espasmos.
Soluços.
Em flashes de memória, ou reminiscências.
Espasmos.
Soluços.
Este não é um vômito.
Este não é uma epifania.
Este é o avesso, do torto, do avesso.
Este não é uma epifania.
Este é o avesso, do torto, do avesso.
Este é o desespero.
Pobre do meu eu,
Triste sem grandes porquês.
Frágil. Fortemente frágil.
Triste sem grandes porquês.
Frágil. Fortemente frágil.
De onde vem o silêncio
Que proíbe a leitura deste texto
Em pronunciamento vão?
Que proíbe a leitura deste texto
Em pronunciamento vão?
Este não é um poema.
Este não é arte.
Este é o surto seco de quem
Não sabe de onde vem, pq e pra quê
Este não é arte.
Este é o surto seco de quem
Não sabe de onde vem, pq e pra quê
Sente. Sente, ressente e se
Entristece com toda essa gente
Da qual também faz parte.
Da qual também faz parte.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Os cinco minutos.
A minha sina, o meu pilar
Procuro apoiar-me em palavras
Vazias, cheias de desespero
Esperando encontrar, ou melhor
Desencontrar os caminhos que
Me levam até essa tal literatura
Disperso, aéreo, confuso, mítico
O texto.
O medo.
O cheiro.
Palavras, símbolos, signos, sinônimos
Não me sustentam.
Tento nutrir-me de Drummond, Bandeira, ou Kerouac
Mas o propósito não são eles
Busco o sustento onde a miséria domina o meio
E passo fome, e passo medo
E de repente os pequenos cinco minutos
Já passaram.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
I regret
Cordas de violão
Arderam em meus ouvidos
Passando pelas minhas mãos
Confundindo o toque
Com o som de nosso sexo.
Arderam em meus ouvidos
Passando pelas minhas mãos
Confundindo o toque
Com o som de nosso sexo.
Enquanto a língua passava
Pelos pêlos, pêlos levantavam-se
E saíam voando em busca
Da eternidade horizontal.
Pelos pêlos, pêlos levantavam-se
E saíam voando em busca
Da eternidade horizontal.
Sensível e aveludado
Era a passagem para
A grande viagem libidinal.
Era a passagem para
A grande viagem libidinal.
Ao efeito agudo de entorpecentes
Viciamo-nos, um ao outro.
Viciamo-nos, um ao outro.
Todo toque tornou-se transcedental.
Enquanto isso
Você bebe a minha saudade
Num bar, bem acompanhado.
E a distância, obriga-me
A temer essa
Tal
Vontade.
Você bebe a minha saudade
Num bar, bem acompanhado.
E a distância, obriga-me
A temer essa
Tal
Vontade.
Over and over again
I regret.
I regret.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
No tempo- parte I
É puro falso sentimentalismo
É puro medo, sinônimo de aforismo.
Palavras explodem em meu peito,
Sinto-me perdida
Tenho medo da morte.
Preferia eu fingir ter fé.
Dissi(mula)ndo o presente
Difundo o que não conheço.
O passado-presente, mistura o futuro.
Tiq-taq, tiq-taq
no relógio o tempo real(mente) não para.
Prestes a tornar-se alguém (ou não)
(Des)cubrir o lado oculto da ponte.
Ocultar o lado presente da vida.
Con(fundir) e misturar.
Tão jovem e logo guiar
escolher
entrar
perfurar
decidir.
Cedo ou não
Tiq-taq, tiq-taq
o relógio não para.
Vejo a eternidade
findar-se.
Deixar de acreditar.
Ter fé é bom!
terça-feira, 9 de julho de 2013
Um cisco.
O pronunciar calado de frases mal feitas
chegam por meio de ondas invisíveis
e se perdem pelas pseudo barreiras
criadas pela chamada "camada"
do que se parece real.
Inundando todo o
canteiro
de flores brancas
que cultivadas, compuseram o cenário típico do decesso.
Durante a trajetória do cálculo,
perderam-se as fontes.
O signo estrutural da imaginação
criou o querer pela arte.
Confidenciando as memórias
ou reminiscencias pelos olhos.
configurando os anseios
em versos obsoletos.
Visto por meios ilusórios,
imaginários.
Vivenciando a distancia e a viagem dos caminhos ocultos
criados pelas coincidências viscerais.
Criei um nós.
Ainda assim
faço-te confidente de viagens pessoais
onde não conhece nem mesmo o destino.
puno-te, ao desconhecimento.
E pune-me ao esquecimento.
Distanciando a
criança aprisionada
soltando o suspiro derradeiro
circundante. - Chico do coco
chegam por meio de ondas invisíveis
e se perdem pelas pseudo barreiras
criadas pela chamada "camada"
do que se parece real.
Inundando todo o
canteiro
de flores brancas
que cultivadas, compuseram o cenário típico do decesso.
Durante a trajetória do cálculo,
perderam-se as fontes.
O signo estrutural da imaginação
criou o querer pela arte.
Confidenciando as memórias
ou reminiscencias pelos olhos.
configurando os anseios
em versos obsoletos.
Visto por meios ilusórios,
imaginários.
Vivenciando a distancia e a viagem dos caminhos ocultos
criados pelas coincidências viscerais.
Criei um nós.
Ainda assim
faço-te confidente de viagens pessoais
onde não conhece nem mesmo o destino.
puno-te, ao desconhecimento.
E pune-me ao esquecimento.
Distanciando a
criança aprisionada
soltando o suspiro derradeiro
circundante. - Chico do coco
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Indigestão!
Ingeri um copo de olhares
Um prato de toques
Uma colher de palavras demasiadas
Durante a embriaguez
Entorpecidas de subjetividade
Fazendo delas o fôlego de vida
Atribuindo energia
A cada
Abocanhada.
Não mastiguei
Só engoli
E agora,
Sinto vontade de vomitar.
Um prato de toques
Uma colher de palavras demasiadas
Durante a embriaguez
Entorpecidas de subjetividade
Fazendo delas o fôlego de vida
Atribuindo energia
A cada
Abocanhada.
Não mastiguei
Só engoli
E agora,
Sinto vontade de vomitar.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Grande poeta.
Pelo momento, pelo dia. Talvez por nada, mas com um pouquinho de tudo.
"Quando agente conversa
contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que horas dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nesse novela
Eu não quero
Ser teu amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
Eu já não sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando cada sorriso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto." - Cazuza.
Boa Noite, noite.
"Quando agente conversa
contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que horas dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
E até o tempo passa arrastado
Só pra ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nesse novela
Eu não quero
Ser teu amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto
Eu já não sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando cada sorriso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto." - Cazuza.
Boa Noite, noite.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Já aprendi a confundir.
Já aprendi a confundir/Não associe.
Quando penso em belas palavras
É de você que penso falar.
Quando sinto sensações agradáveis
É de você que penso sentir.
Quando o gosto vem em minha boca
e ela involuntariamente se enche
de aguá, saliva doce, indecifrável
Sei que você está aqui
Dentro de meu corpo.
Pois o meu amor
Já virou coisa física
Passando de mero sentimento
Para o câncer que se manifesta
de fato.
Feito loucura, insanidade.
Acredito e sinto que somos
um só.
Longe da minha carne
o seu espírito mítico
corrompe minha sanidade.
O bem que me fazes
já não sei conciliar
com a realidade.
Vivo em plano
Flutuante.
Nem aqui.
Nem ali.
Outro espaço
Outro mundo.
Até o encurtamento
das ideias
onde minhas letras
não alcançam mais.
Inatingível
Inigualável
Irrefutável.
E de repente
vem o aforismo,
a raiva, e a incompreensão
da incapacidade de ser
apenas
mais uma.
Paixão profunda,
poço sem fundo.
Até o fim da
eternidade.
Aquela que não
existe porque não
conhecemos.
Entre o começo
e o fim.
Já não sei o que faço
o que falo
o que quero dizer.
invento tempo,
invento, invento.
Disfarço o sentimento.
Não entendendo
(como fuga)
crio a bala e a dor
a perfurar...
cessando aquilo que
sei, acredito
nunca poder alcançar.
Não sei se aceito,
ou se me entrego.
De repente já fiz
ambos.
Na tentativa de viver
dia mais dia
vou me despedaçando
mediante o seu ser.
Triste.
Difícil.
Quando penso em belas palavras
É de você que penso falar.
Quando sinto sensações agradáveis
É de você que penso sentir.
Quando o gosto vem em minha boca
e ela involuntariamente se enche
de aguá, saliva doce, indecifrável
Sei que você está aqui
Dentro de meu corpo.
Pois o meu amor
Já virou coisa física
Passando de mero sentimento
Para o câncer que se manifesta
de fato.
Feito loucura, insanidade.
Acredito e sinto que somos
um só.
Longe da minha carne
o seu espírito mítico
corrompe minha sanidade.
O bem que me fazes
já não sei conciliar
com a realidade.
Vivo em plano
Flutuante.
Nem aqui.
Nem ali.
Outro espaço
Outro mundo.
Até o encurtamento
das ideias
onde minhas letras
não alcançam mais.
Inatingível
Inigualável
Irrefutável.
E de repente
vem o aforismo,
a raiva, e a incompreensão
da incapacidade de ser
apenas
mais uma.
Paixão profunda,
poço sem fundo.
Até o fim da
eternidade.
Aquela que não
existe porque não
conhecemos.
Entre o começo
e o fim.
Já não sei o que faço
o que falo
o que quero dizer.
invento tempo,
invento, invento.
Disfarço o sentimento.
Não entendendo
(como fuga)
crio a bala e a dor
a perfurar...
cessando aquilo que
sei, acredito
nunca poder alcançar.
Não sei se aceito,
ou se me entrego.
De repente já fiz
ambos.
Na tentativa de viver
dia mais dia
vou me despedaçando
mediante o seu ser.
Triste.
Difícil.
Maria do Cangaço.
" Não passam de confusões, não associáveis."
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Sem tortura.
O seu veneno
Tem sabor de quero mais.
Invade o meu corpo,
Sinto entrar.
O seu gosto é suave
Quente e denso.
Dentro, tudo se mistura.
É paixão, é loucura!
Fugindo da dor lembro que
Sua pele é minha calma,
Meu descanso, minha cura.
O seu veneno
Me domina.
Transporta a alma,
Enlouquece a mente.
E ele vem do silêncio.
Antes do bote, nem um sinal.
Tento fugir
Eu sei que me faz mal.
Não encontro antídoto,
Onde procuro.
É tudo delírio,
Estou no escuro.
Já vou morrer.
E quero mais.
Onde está a cura?
Não preciso
Instinto animal.
Meu animal.
E o Seu Veneno,
É o Meu Veneno.
E o seu veneno
É o meu prazer.
O seu veneno
Me faz querer.
O seu veneno.
O seu veneno.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
"La" Poética Falida
"La" Poética Falida
Minhas poética está falida.
Minhas palavras, perdidas.
O sentimento quase astral
de um ser não-imortal
Pesadas histórias
entre péssimas memórias,
o mundo visto,
previsto e antevisto
distanciando-se desta ou disto.
Desta, uma memória patética.
Disto, um amor imprevisto.
Matheus Oliveira.
Matheus!
Saio do post número 23 em grande estilo com o texto do meu querido amigo, Matheus!
Cruel serenata.
Se alguém pode ouvir
Se alguém pode ouvir
a música que entra por baixo
dessa brilhante porta,
esse alguém não sou eu.
A mera insensibilidade que sinto,
renegada pelo largos goles de Absinto,
transformada; logo após reduzida a pó....emocional.
Uma completa surdez em relação ao fícus arpejante.
Coreto que me abrigou,
na noite, na qual entoei longos graves,
e fui cego, acima de tudo.
Também humilde, como se fosse um outro qualquer.
Pise, pise, pise!
Ore, ore, ore!
E deixe-me em paz,
enquanto repouso no leito de ar,inconsciente...
Quando se sentir onda, que corta o caminho...
Quando se ver como pássaro, redescobrindo o ninho...
Entenda claramente que a batalha é pequena
e principalmente, que a real vitória vem e vale a pena.
Que os sonhos de pedra sejam toantes,
e os dedilhados plangentes,
aproximem nossa gente,
às vezes assim... meio distante.
Matheus Oliveira.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Pré-fase VIII
Pessimista, eu?
Otimista, eu?
Caralho, por que existem classificações?
Filo, Gênero, Grupo, Família?
Pré-fase VII
Escrevo de tudo
E não falo de nada.
Que culpa tenho eu,
Se assim
Me descubro, e me acho.
Não tenho amigos
Sou inimiga do amor.
Diz a Dona que
uma vez ou outra
Aprendo a querer
E a viver
E a ser feliz.
E realmente, quero.
E quero sentir.
O meu medo é descobrir
Que
A verdade,
não existi mais aqui.
Onde acho, o botão "SAIR"?
E não falo de nada.
Que culpa tenho eu,
Se assim
Me descubro, e me acho.
Não tenho amigos
Sou inimiga do amor.
Diz a Dona que
uma vez ou outra
Aprendo a querer
E a viver
E a ser feliz.
E realmente, quero.
E quero sentir.
O meu medo é descobrir
Que
A verdade,
não existi mais aqui.
Onde acho, o botão "SAIR"?
Pré-fase VI
Não quero pensar, e penso.
Não quero sofrer, e sofro.
Não quero querer, e quero.
Não quero amar, e amo.
Depois dizem que somos livres...
Como posso ser livre no mundo,
Sendo prisioneira de mim mesma?
Pré-fase V
Doce engano são os dezoito anos.
Amarga, é a espera.
Quando chegamos
Não acreditamos,
Que a nossa nova era
Já passou.
Pré-fase IV
Me contentei com o carinho de Bento.
O Santo veio me dizer que tudo
Uma hora ou outra, vai ter jeito
E por isso, nem sempre o vento
É sinônimo de chuva.
Encontrei Carlinhos (o do cabelo enroladinho).
Esse, Iemanjá diz que é dono do tempo.
Mas ser meu dono, esse não vai ser.
Por que dono mesmo, é o meu desejo.
Conheci José.
Conheci João.
Conheci Jacó.
Cada um - um jeito.
Todos - um conselho. De um defeito - um acerto.
De um manejo - um apedrejo.
Um a um, conheci. E só então percebi.
Poderia conhecer mais, ou conhecer menos.
Do ser humano, nada se sabe.
O Santo veio me dizer que tudo
Uma hora ou outra, vai ter jeito
E por isso, nem sempre o vento
É sinônimo de chuva.
Encontrei Carlinhos (o do cabelo enroladinho).
Esse, Iemanjá diz que é dono do tempo.
Mas ser meu dono, esse não vai ser.
Por que dono mesmo, é o meu desejo.
Conheci José.
Conheci João.
Conheci Jacó.
Cada um - um jeito.
Todos - um conselho. De um defeito - um acerto.
De um manejo - um apedrejo.
Um a um, conheci. E só então percebi.
Poderia conhecer mais, ou conhecer menos.
Do ser humano, nada se sabe.
Pré-fase III
Você não precisa ser feio, pra ser bonito.
Você não precisa ser chato, pra ser bonito.
Você não precisa ser triste, pra ser bonito.
Você não precisa ser bonito, pra ser.
Parecer qualquer uma dessas formas
Não te faz ser
bonito, ou feio.
Tudo isso são apenas
Aparências.
Pré-fase II
Como vale a pena sorrir!
Sorrir com a alma
Sorrir até saltar de você
sorrir de mentira, ou de verdade.
O Sorriso puro, o sorriso maléfico
Mas os sorriso!
A espontaneidade,
O valor e a verdade.
Os amigos e o sorriso,
Chorando de rir.
E o choro.
Como vale a pena chorar!
Chorar com a alma
Chorar até soluçar.
Chorar de mentira, ou de verdade.
Sorrir e Chorar,
E acima de tudo:
Se permitir.
Pré-fase I
Neste inverno quero mais de mim
Poder me olhar, me amar, me sentir.
Deitar na cama, dormir até tarde
brincar de mentir.
Quero um carinho sem medo
Andar por aí, sem destino
Talvez brindar um novo brinquedo.
Vou voar
Sem me explicar
Pra quem nunca entenderá
Que no meu jogo da vida
Caminho certo, não há.
Quero mais é viver!
Tocar "corneta"
Comer dadinho
roubar selinho...
Pular de uma perda só,
Ficar escondidinho.
O inverso e o incerto
Eu vou arriscar!
Quem sabe morar na praia,
e um barco navegar...
terça-feira, 14 de maio de 2013
eu, Berenice.
Berenice, após um treino de equilíbrio, teve um pensamento:
Gosto de fazer o que não me faz bem. Gosto também, de escrever. Mas por que será que as palavras só me vem quando eu não as quero?
Gosto de movimento; gosto da dor.
Acho fácil gozar quando estou por cima, mas demoro quando estou por baixo. E na verdade, tudo faz parte do prazer por prazer. Eu gosto de "chegar lá". Juntos ou não, olhar nos seus olhos e conseguir transmitir o que estou sentindo, me tonar plena. O meu suor sobre o seu corpo, a brisa da janela com grades. Ambiente rústico, selvagem. Quando peço pra parar, é que preciso de muito mais.
Confusão psíquica, ilusão verbal. Se digo que estou bem, muitas vezes me sinto muito mal. E é aí que você aparece mais uma vez em minha cama. Com fumaça, ou sem. Embriagados, ou não. A sintonia me aflige e as vezes sinto medo de que tudo seja apenas mais um sonho. Pensando bem, porque não sonhar? Porque não aproveitar essa tua chance de vida? Essa maneira de ser feliz? Afinal, a felicidade é a busca do prazer. Prazer por prazer. Eu gosto da dor. Vamos combinar um passeio. Vamos continuar a viver. Vamos nos equilibrar...
terça-feira, 7 de maio de 2013
Foi na chuva.
Do mês de maio
Sinto vento de novos tempos.
O tempo mudou.
Agora na rua, a chuva cai.
Novos ventos, cheiro de chuva,
jeito de vida.
Eu sinto vento de vossa voz.
Serena, invade o meu quarto
enquanto a noite ainda é fria
encantando a todos nós.
E é o vento, o meu sinônimo
de solidão.
Aquele que se sente, e não se vê.
Todos os meus signos, símbolos, sinais
são sinônimos de tudo que não se crê.
O amor, a dor, o rancor e a alma
Todos, descalços. Sem explicação.
A foto, o retrato, a paisagem.
Conjunto de imagens reproduzidas da
irrealidade.
O cheiro, e a vontade
São apenas mais alguns sinais de toda a minha
insaciedade.
06/05
Eu não vou tentar entender. eu não vou tentar me classificar. eu não vou tentar me enquadrar, naquilo que eu não faço parte. eu não. eu não! Eu só queria descobrir ...
terça-feira, 23 de abril de 2013
De um compadre
E agora, me concedo a honra em ter um dos textos do Pequeno Grande Filosofo do bairro...
"Todos brigam
Todos choram
Todos se arrependem
Todos imploram
Casmurro seja
O temperamento humano!
Não se contenta com o benefício,
Não se contenta com o dano!"
Matheus Oliveira
Relembrando
E mais um signo, mais um pensativo cigarro...
Estás comigo como fumaça:
No cheiro, gosto e marca
Presença simples e barata!
Os olhos parecem fartos
mas chorar não muda a alma
Foi-se tudo, sobrou nada.
Calma, eu te ensino:
Filtro, papel e tabaco
Vai-se o cigarro
mas fica a marca...
Pois estás comigo como fumaça:
No jeito-doce, e na fala
Quando era tudo,
pra você foi nada.
Estás comigo como fumaça:
No cheiro, gosto e marca
Presença simples e barata!
Os olhos parecem fartos
mas chorar não muda a alma
Foi-se tudo, sobrou nada.
Calma, eu te ensino:
Filtro, papel e tabaco
Vai-se o cigarro
mas fica a marca...
Pois estás comigo como fumaça:
No jeito-doce, e na fala
Quando era tudo,
pra você foi nada.
Meu menino
O destino
Torna-se
tinto.
Entre o seio,
A boca
sobe o vinho,
sinto.
No ventre
nasce
Num instante
morre
A tua carne
parte minha
escorre.
Único ato
e o tempo
Corre.
Eterno fato,
mas agora some...
Estás por dentro
Noutra parte.
No meu coração
nascerá
o filho
de nossa Arte.
Da Esfinge e
do Místico:
o filho do sol
e da lua
Mestiço vivo
o espírito, está.
Sempre vou te amar,
meu filho
Maior verdade não existirá.
Torna-se
tinto.
Entre o seio,
A boca
sobe o vinho,
sinto.
No ventre
nasce
Num instante
morre
A tua carne
parte minha
escorre.
Único ato
e o tempo
Corre.
Eterno fato,
mas agora some...
Estás por dentro
Noutra parte.
No meu coração
nascerá
o filho
de nossa Arte.
Da Esfinge e
do Místico:
o filho do sol
e da lua
Mestiço vivo
o espírito, está.
Sempre vou te amar,
meu filho
Maior verdade não existirá.
Diálogo
Tentei a tal da... intertextualidade!
Torna-te quem tu és!
vem jovem, suba no cavalo
Não temas!
Porque penso que fazes a mesma coisa que eu,
aqui e agora, faço?
Me (re)ligando aos fatos, que se tornaram
pequenos crimes no acaso, e agora
no passado...
Como posso lembrar de ti, e
do que não existiu? Do que não há,
nem do que não existirá tão cedo, ou tão tarde?
Então sigo.
Continuo a inventar amores que tanto tenho feito.
Como quando fingi existir
e te chamei para dançar a canção que
ainda não conhecíamos...
como tu jovem, podes aceitar?
Ah! Como pôde?
Torna-te quem tu és!
vem jovem, suba no cavalo
Não temas!
Porque penso que fazes a mesma coisa que eu,
aqui e agora, faço?
Me (re)ligando aos fatos, que se tornaram
pequenos crimes no acaso, e agora
no passado...
Como posso lembrar de ti, e
do que não existiu? Do que não há,
nem do que não existirá tão cedo, ou tão tarde?
Então sigo.
Continuo a inventar amores que tanto tenho feito.
Como quando fingi existir
e te chamei para dançar a canção que
ainda não conhecíamos...
como tu jovem, podes aceitar?
Ah! Como pôde?
Janeiro, 15.
eu, Beatrice.
Autobiografia?
Nunca me questionei sobre a questão do ser. Acho um tema meio que complicado. Complicado no sentido de complexo, difícil. E mais difícil ainda, seria definir o ser. Já ouvi dizer que ser, é definir-se a cada dia. Pra mim, a cada segundo (sem definição). Mas acredito que há a possibilidade de existir a parir de suas experiências, as quais nos transformam e contudo, nos tornam que somos no agora.
Ainda não me tornei um só ser, mas posso dizer que já fui e vivi muitas coisas. Meus gostos, meus gestos, meus medos, minhas vontades e minha coragem, adaptam-se a medida que as novas situações aparecem. Como o vai e vem das ondas, que de certa forma trazem e levam novas águas; e ao mesmo tempo fazem parte de um só todo, de um só conteúdo: a imensidão do mar.
Comparar-me ao mar, mostra como sou presunçosa. Mais fácil seria comparar-me a uma simples gota; que some no meio da terra, ou olhando por outro lado, que completa-se junto a outras. Bom, melhor não comparar a nada.
Basicamente, acho que é isso: eu me completo. Me completo com outros que se assemelham a mim. Sou um ser plural, sociável. Sou ou estou, e sempre me complico. E sei que complicar faz parte. Sei muito pouco sobre mim. Preciso me conhecer mais, porém não tenho pressa. As vezes, não sei o que quero. Mas o que não quero é certo: deixar de tentar, de agir, de fazer. Estou e quero sempre estar. Como diz o querido Beto, "tenho sede de viver".
Nunca me questionei sobre a questão do ser. Acho um tema meio que complicado. Complicado no sentido de complexo, difícil. E mais difícil ainda, seria definir o ser. Já ouvi dizer que ser, é definir-se a cada dia. Pra mim, a cada segundo (sem definição). Mas acredito que há a possibilidade de existir a parir de suas experiências, as quais nos transformam e contudo, nos tornam que somos no agora.
Ainda não me tornei um só ser, mas posso dizer que já fui e vivi muitas coisas. Meus gostos, meus gestos, meus medos, minhas vontades e minha coragem, adaptam-se a medida que as novas situações aparecem. Como o vai e vem das ondas, que de certa forma trazem e levam novas águas; e ao mesmo tempo fazem parte de um só todo, de um só conteúdo: a imensidão do mar.
Comparar-me ao mar, mostra como sou presunçosa. Mais fácil seria comparar-me a uma simples gota; que some no meio da terra, ou olhando por outro lado, que completa-se junto a outras. Bom, melhor não comparar a nada.
Basicamente, acho que é isso: eu me completo. Me completo com outros que se assemelham a mim. Sou um ser plural, sociável. Sou ou estou, e sempre me complico. E sei que complicar faz parte. Sei muito pouco sobre mim. Preciso me conhecer mais, porém não tenho pressa. As vezes, não sei o que quero. Mas o que não quero é certo: deixar de tentar, de agir, de fazer. Estou e quero sempre estar. Como diz o querido Beto, "tenho sede de viver".
Março, 18 .
Quotidien
Após um dia daqueles...
uma espera, um cigarro, uma dor, nenhuma certeza.
Hoje chorei.
Não por mim
Nem por nada,
Mas sim:
Eu chorei!
Não sou de lata,
Nem cobre,
Nem de mármore,
Nem imortal.
Tenho olhos,
Mãos,
E medo.
Mas, não vejo
o mal. Ele sim é
de ferro.
Hoje chorei.
Não por nada
Nem pois bem.
Mas agora sei:
Eu também choro.
Atriz
"Tem gente que continua achando que a vida é uma piada. Ainda bem que tem gente que pensa que a vida é uma piada. Pior é a gente que pensa que o homem é o rei da criação. Rei da criação., eu, heim? Um assassino nato, usufruidor da miséria geral - se você come, alguém está deixando de comer, a comida não dá para todos, não - de que é que ele se ri? De que se ri a hiena? Se não for atropelado ficará no desemprego, se não ficar desempregado pelo mulher que ama - mas ama, heim? - , arrebentado pelos filhos - pelos pais, se for filho -, mordido de cobra ou ficará impotente. E se escapar de tudo ficará velho, senil, babando num asilo. Piada, é? Pode ser que haja vida inteligente em outro planeta, neste, positivamente, não. O homem é o câncer da Terra. Estou me repetindo? Pois é: corrompe a natureza, fura túneis, empesta o ar, emporcalha as águas, apodrece tudo onde pisa. Fique tranquilo, amigo: o desaparecimento do ser humano não fará a mínima diferença à economia do cosmos."
Millôr Fernandes. Computa, computador, computa.
3 ed. Rido de Janeiro: Nórdica, 1972. p 85
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Contos
Mais um trecho do Conto de Lágrimas...
A menina que buscava a sofisticação dos seus sonhos,
encontrou tudo o que precisava, em apenas um ato: contemplação. Tê-lo pra
contemplar. E nada mais. O Nada se via em tudo. Se fosse aquilo que ela
tivesse, era aquilo que a satisfazer-ia. No entanto, se mais tivesse, mais
gostaria de ter. Sempre buscava mais.
Ele era muito. Mesmo sem acreditar, o seu poder dominava a coitadinha. Que bonita, era apaixonada. Mas e ele? Ele não cabia dentro da história, muita loucura, Deixa ele só pra menina, ela me contou um pouco dele, mas
é difícil de acreditar, acho que só sentindo mesmo, pobrezinha a Joaninha, Mas o que ela contou? Não sei, não entendi muito bem. Quis ajudar. Mas ajuda ela
não quer, se quer diz ela que não, Sabe o que quer? Só do que não. Não quer acreditar que isso seja amor. Não,
não quer. Talvez não haja muita
diferença entre o que ela acredita, e o que diz que sabe, Judiação, ela acha
que sabe, mas sabe nada não,
Menos mal. Acho que assim, piorará menos, Mas e ele? Ah, ele de novo? Sim. Ele, ele, ele! Quem ele é? Ele é muito mais do que me atrevo a dizer. Diz ela que ele é luz! Como assim, luz? Ilumina os (des)iluminados, encanta quando canta, cala - quando fala, desintegra - quando quer ensinar a menina, e ensina! Como ensina! Tem mais? Tem. Faz poesias divinas. Ele - um galanteador, usa barba, tem cheiro bom, mãos grandes, corpo gostoso, anda largado, todo metido a desleixado, mas é um lorde; seu sorriso - o céu aberto, o hálito - brisa do mar, sua presença - um carnaval de desconcerto, sua risada - a nossa primavera, sua voz - o cantar dos pássaros em harmonia desarmonizada, quando passa - desestrutura a fala, até dor de barriga já deu! No corpo, causa arrepios, és rosa sem espinhos, E na cabeça? Na cabeça? É, na cabeça! Na cabeça, só tem ele, Não! Na cabeça dele, o que tem? Diz ela que tem o oceano inteiro de sabedoria, dúvidas e mais um pouco...É, essa menina está realmente louca, esquizofrênica! Ele não pode existir! Mas pra ela existi! Se acreditas no amor, acreditas nesse tal de Amendoim, talvez seja ele, o que restou de bom...
Menos mal. Acho que assim, piorará menos, Mas e ele? Ah, ele de novo? Sim. Ele, ele, ele! Quem ele é? Ele é muito mais do que me atrevo a dizer. Diz ela que ele é luz! Como assim, luz? Ilumina os (des)iluminados, encanta quando canta, cala - quando fala, desintegra - quando quer ensinar a menina, e ensina! Como ensina! Tem mais? Tem. Faz poesias divinas. Ele - um galanteador, usa barba, tem cheiro bom, mãos grandes, corpo gostoso, anda largado, todo metido a desleixado, mas é um lorde; seu sorriso - o céu aberto, o hálito - brisa do mar, sua presença - um carnaval de desconcerto, sua risada - a nossa primavera, sua voz - o cantar dos pássaros em harmonia desarmonizada, quando passa - desestrutura a fala, até dor de barriga já deu! No corpo, causa arrepios, és rosa sem espinhos, E na cabeça? Na cabeça? É, na cabeça! Na cabeça, só tem ele, Não! Na cabeça dele, o que tem? Diz ela que tem o oceano inteiro de sabedoria, dúvidas e mais um pouco...É, essa menina está realmente louca, esquizofrênica! Ele não pode existir! Mas pra ela existi! Se acreditas no amor, acreditas nesse tal de Amendoim, talvez seja ele, o que restou de bom...
terça-feira, 2 de abril de 2013
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