A minha sina, o meu pilar
Procuro apoiar-me em palavras
Vazias, cheias de desespero
Esperando encontrar, ou melhor
Desencontrar os caminhos que
Me levam até essa tal literatura
Disperso, aéreo, confuso, mítico
O texto.
O medo.
O cheiro.
Palavras, símbolos, signos, sinônimos
Não me sustentam.
Tento nutrir-me de Drummond, Bandeira, ou Kerouac
Mas o propósito não são eles
Busco o sustento onde a miséria domina o meio
E passo fome, e passo medo
E de repente os pequenos cinco minutos
Já passaram.
Profundidade tremenda, você é a poesia!
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