Na hora do parabéns
Vomita-me as vísceras
Coloque-me as mãos nas goelas
E despeje nas bandejas de prata
Todo o grude que me empurram
Todos os dias no restaurante
[Aquela comida fria, que me embrulha o estomago.]
Coloque-me as mãos nas goelas
E despeje nas bandejas de prata
Todo o grude que me empurram
Todos os dias no restaurante
[Aquela comida fria, que me embrulha o estomago.]
Vomita-me, antes de cagar por aí
Em qualquer lugar
Sentar o rabo sujo nos vasos limpos
Das praças infestadas de crime
Onde crianças brincam
Por cima do mijo dos cachorros com AIDS.
Em qualquer lugar
Sentar o rabo sujo nos vasos limpos
Das praças infestadas de crime
Onde crianças brincam
Por cima do mijo dos cachorros com AIDS.
Vomita-me e enterra-me
Antes que o mundo me engula
Enquanto estou sentada do sofá
Observando alguém viver a vida
Que um dia quiseram para mim.
Antes que o mundo me engula
Enquanto estou sentada do sofá
Observando alguém viver a vida
Que um dia quiseram para mim.
O que eu quis até aqui?
O que eu fiz por onde estive?
O que eu pensei quando
Sucumbiram as vontades de menina:
Dançar, cantar, atuar?
O que eu fiz por onde estive?
O que eu pensei quando
Sucumbiram as vontades de menina:
Dançar, cantar, atuar?
Quando foi que o erro aconteceu
E fugiu o tal controle da situação?
Uma vez por ano conseguir
Vomitar de dor [não de tristeza], e não responder
As perguntas mais simples.
E fugiu o tal controle da situação?
Uma vez por ano conseguir
Vomitar de dor [não de tristeza], e não responder
As perguntas mais simples.
Parabéns, agora já são dezenove.
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