O que eu sinto
Não é doença.
O que eu penso
Não é poema.
O que eu quero
Não é riqueza.
O que eu vivo
Não é arte.
O que eu escrevo
Não é um dom.
O que eu toco
Não é um som.
O que eu falo,
é por ser sozinho.
O que eu como
Não é comida.
De onde eu venho,
é tudo eu.
E de repente,
Não sou mais eu.
Não ouço os outros,
pairo do mundo.
Parado, estático
No meio breu
Mas
Mais
Branco que a tela
deste computador.
Nem flashes,
Nem memórias.
Nem sentido,
Nem dor,
Nem cor,
Nem nada.
De repente,
sou eu de novo
A me estatelar
Pelas vias poluídas.
Sozinho.
Somente eu
E Deus.
Linda!
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