domingo, 26 de junho de 2016

"es denkt in mir"

Algo pensa em mim, e não pode evitar. Algo pensa em mim, e a origem não quer dizer. Algo pensa em mim, e sente dor. Algo pensa em mim, e transforma agonia em pesar. Algo pensa em mim, e joga pra fora sem perguntar. Algo pensa em mim, e não sabe lidar. Algo pensa em mim, e quando percebe já foi. Algo pensa em mim, e de repente já não pensa mais. Algo pensa em mim, e de onde é que vem? Algo pensa em mim, e antecede o querer. Algo pensa em mim, e torna tudo mais difícil. Algo pensa em mim, e falicita a compreensão. Algo pensa em mim, e coloca-se em confusão. Algo pensa em mim, sobre o pensar do pensar que pensa. Quando, como, onde, porque: sem explicação. Não há conclusão à se fazer sobre o pensar. Não há critérios à se estabelecer. Algo pensa em mim, antes mesmo de digitar. Quantos processamentos não existem aqui? Algo pensa em mim, e acabe a quem julgar?

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