quarta-feira, 25 de setembro de 2019

SETEMBRO AMARELO

Por mais que você mate o tempo
O que te incomoda continua a li
A matar-te um pouco todos os dias.

Por mais que você sinta
As vezes as pessoas acham que podem
Te fazer não desistir mas a dor continua ali.

Ela existe.

E de tanto existir por dentro
Ela grita e quer ir pra fora.

Ela existe.

E sem acreditar que sim,
-Ela vai sair dessa-
A saída se torna o fim da linha.

Por mais que não seja o seu verdadeiro querer
De tanto acreditar que não era capaz e que não existia
-como pessoa-
A vida vira coisa à toa
E a pessoa que você achava boba
Tirou a própria vida.

Falta de dinheiro?
Falta de coragem?
Falta de amor?
Culpa da sociedade?

Enquanto procuramos culpados
Quem mais se sente culpado
É colocado como o “vitimizado”
Vítima sim
De um grande crime organizado.

Quem mede a dor que tu sente?
Quem vai beber água quando está com sede?
A régua que mede a minha dor
Não percorreu o caminho que percorri
Não viveu o que eu vivi
Não engoliu o que eu engoli e tive que vomitar para não me matar
A régua que mete a minha dor
Se torna réu do crime que cometeu
Quando escolheu
Julgar a minha vida quando eu apenas
Precisava de empatia.

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