segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Sem título

 Um dia jogado fora 

Poderia ter sido pra dentro

Dentro de um arco íris 

Com samba e iluminação 

As vezes meio torto 

Meio esquisito 

As coisas estão bem aqui 

Paradas e paralelas 

Num mundo que eu mesmo inverti. 

 Deitado na cama 

Ainda penso no dia 

E minha letra se perde 

Nem entendo quem dirá

Ela 

Parece meio tonto

Meio obcecado as vezes 

Escrevo no masculino 

Mas o feminino está no meu ventre. 

Palavras que surgem na mente

Me acham normal esquisita 

Convencional ou tanto faz

Pensar demais nos outros 

Não os fazem menos cuzoes

Ignora-los talvez 

Mas o ódio se faz toda hora 

Um segundo e tudo acaba 

Já me perdi de novo 

Que horas são hoje? 

Escrever é urgente 

Quem sabe assim descobrem 

Uma forma de não morrermos. 

A morte ainda me assombra 

Até quando eu ainda não sei.

Se é que um dia estarei 

Disposto a morrer tranquilo 

Como as pessoas sábias 

Que não tem mais perspectivas. 

Todos os dias há vida 

E em todos os outros há morte.

Meu pai diz que a vida é 

Deixar um legado 

E você se depara com a sua existência 

Inutilmente anulada. 

Por você.

Pelo outro. 

Pelos seus próprios pensamentos estranhos. 

Minha mãe diz que me falta Deus. 

E Deus me diz adeus toda vez

Que eu tenho ler algo que ele disse. 

Mas ainda continuo com muitos porquês.

Mesmo tendo todos os motivos

Para 

Apenas

Agradecer.

Um comentário:

  1. Vive o véu do velcro lacrado com o zíper instalado a quem se quer costurar, modificar molde recalcado das investigações sobre saber viver, Deus deu talento e alento pelo dom, de amar de andar, de viva está, sopre e voe junto poeta.

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