Um dia jogado fora
Poderia ter sido pra dentro
Dentro de um arco íris
Com samba e iluminação
As vezes meio torto
Meio esquisito
As coisas estão bem aqui
Paradas e paralelas
Num mundo que eu mesmo inverti.
Deitado na cama
Ainda penso no dia
E minha letra se perde
Nem entendo quem dirá
Ela
Parece meio tonto
Meio obcecado as vezes
Escrevo no masculino
Mas o feminino está no meu ventre.
Palavras que surgem na mente
Me acham normal esquisita
Convencional ou tanto faz
Pensar demais nos outros
Não os fazem menos cuzoes
Ignora-los talvez
Mas o ódio se faz toda hora
Um segundo e tudo acaba
Já me perdi de novo
Que horas são hoje?
Escrever é urgente
Quem sabe assim descobrem
Uma forma de não morrermos.
A morte ainda me assombra
Até quando eu ainda não sei.
Se é que um dia estarei
Disposto a morrer tranquilo
Como as pessoas sábias
Que não tem mais perspectivas.
Todos os dias há vida
E em todos os outros há morte.
Meu pai diz que a vida é
Deixar um legado
E você se depara com a sua existência
Inutilmente anulada.
Por você.
Pelo outro.
Pelos seus próprios pensamentos estranhos.
Minha mãe diz que me falta Deus.
E Deus me diz adeus toda vez
Que eu tenho ler algo que ele disse.
Mas ainda continuo com muitos porquês.
Mesmo tendo todos os motivos
Para
Apenas
Agradecer.
Vive o véu do velcro lacrado com o zíper instalado a quem se quer costurar, modificar molde recalcado das investigações sobre saber viver, Deus deu talento e alento pelo dom, de amar de andar, de viva está, sopre e voe junto poeta.
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