terça-feira, 14 de maio de 2013

eu, Berenice.

Berenice, após um treino de equilíbrio, teve um pensamento:

Gosto de fazer o que não me faz bem. Gosto também, de escrever. Mas por que será que as palavras só me vem quando eu não as quero? 
Gosto de movimento; gosto da dor.
Acho fácil gozar quando estou por cima, mas demoro quando estou por baixo. E na verdade, tudo faz parte do prazer por prazer. Eu gosto de "chegar lá". Juntos ou não, olhar nos seus olhos e conseguir transmitir o que estou sentindo, me tonar plena. O meu suor sobre o seu corpo, a brisa da janela com grades. Ambiente rústico, selvagem. Quando peço pra parar, é que preciso de muito mais.
Confusão psíquica, ilusão verbal. Se digo que estou bem, muitas vezes me sinto muito mal. E é aí que você aparece mais uma vez em minha cama. Com fumaça, ou sem. Embriagados, ou não. A sintonia me aflige e as vezes sinto medo de que tudo seja apenas mais um sonho. Pensando bem, porque não sonhar? Porque não aproveitar essa tua chance de vida? Essa maneira de ser feliz? Afinal, a felicidade é a busca do prazer. Prazer por prazer. Eu gosto da dor. Vamos combinar um passeio. Vamos continuar a viver. Vamos nos equilibrar...

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