quinta-feira, 30 de maio de 2013

Matheus!

Saio do post número 23 em grande estilo com o texto do meu querido amigo, Matheus!

Cruel serenata.

Se alguém pode ouvir
a música que entra por baixo 
dessa brilhante porta,
esse alguém não sou eu.

A mera insensibilidade que sinto, 
renegada pelo largos goles de Absinto,
transformada; logo após reduzida a pó....emocional.
Uma completa surdez em relação ao fícus arpejante.

Coreto que me abrigou,
na noite, na qual entoei longos graves, 
e fui cego, acima de tudo.
Também humilde, como se fosse um outro qualquer.

Pise, pise, pise!
Ore, ore, ore!
E deixe-me em paz,
enquanto repouso no leito de ar,inconsciente...

Quando se sentir onda, que corta o caminho...
Quando se ver como pássaro, redescobrindo o ninho...
Entenda claramente que a batalha é pequena
e principalmente, que a real vitória vem e vale a pena.

Que os sonhos de pedra sejam toantes,
e os dedilhados plangentes,
aproximem nossa gente,
às vezes assim... meio distante. 
Matheus Oliveira.

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