terça-feira, 23 de abril de 2013

Diálogo

Tentei a tal da... intertextualidade!

Torna-te quem tu és!
vem jovem, suba no cavalo
Não temas!

Porque penso que fazes a mesma coisa que eu,
aqui e agora, faço?
Me (re)ligando aos fatos, que se tornaram
pequenos crimes no acaso, e agora
no passado...

Como posso lembrar de ti, e
do que não existiu? Do que não há,
nem do que não existirá tão cedo, ou tão tarde?
Então sigo.
Continuo a inventar amores que tanto tenho feito.

Como quando fingi existir 
e te chamei para dançar a canção que
ainda não conhecíamos...
como tu jovem, podes aceitar?

Ah! Como pôde? 

Janeiro,  15.

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