Mais um trecho do Conto de Lágrimas...
A menina que buscava a sofisticação dos seus sonhos,
encontrou tudo o que precisava, em apenas um ato: contemplação. Tê-lo pra
contemplar. E nada mais. O Nada se via em tudo. Se fosse aquilo que ela
tivesse, era aquilo que a satisfazer-ia. No entanto, se mais tivesse, mais
gostaria de ter. Sempre buscava mais.
Ele era muito. Mesmo sem acreditar, o seu poder dominava a coitadinha. Que bonita, era apaixonada. Mas e ele? Ele não cabia dentro da história, muita loucura, Deixa ele só pra menina, ela me contou um pouco dele, mas
é difícil de acreditar, acho que só sentindo mesmo, pobrezinha a Joaninha, Mas o que ela contou? Não sei, não entendi muito bem. Quis ajudar. Mas ajuda ela
não quer, se quer diz ela que não, Sabe o que quer? Só do que não. Não quer acreditar que isso seja amor. Não,
não quer. Talvez não haja muita
diferença entre o que ela acredita, e o que diz que sabe, Judiação, ela acha
que sabe, mas sabe nada não,
Menos mal. Acho que assim, piorará menos, Mas e ele? Ah, ele de novo? Sim. Ele, ele, ele! Quem ele é? Ele é muito mais do que me atrevo a dizer. Diz ela que ele é luz! Como assim, luz? Ilumina os (des)iluminados, encanta quando canta, cala - quando fala, desintegra - quando quer ensinar a menina, e ensina! Como ensina! Tem mais? Tem. Faz poesias divinas. Ele - um galanteador, usa barba, tem cheiro bom, mãos grandes, corpo gostoso, anda largado, todo metido a desleixado, mas é um lorde; seu sorriso - o céu aberto, o hálito - brisa do mar, sua presença - um carnaval de desconcerto, sua risada - a nossa primavera, sua voz - o cantar dos pássaros em harmonia desarmonizada, quando passa - desestrutura a fala, até dor de barriga já deu! No corpo, causa arrepios, és rosa sem espinhos, E na cabeça? Na cabeça? É, na cabeça! Na cabeça, só tem ele, Não! Na cabeça dele, o que tem? Diz ela que tem o oceano inteiro de sabedoria, dúvidas e mais um pouco...É, essa menina está realmente louca, esquizofrênica! Ele não pode existir! Mas pra ela existi! Se acreditas no amor, acreditas nesse tal de Amendoim, talvez seja ele, o que restou de bom...
Menos mal. Acho que assim, piorará menos, Mas e ele? Ah, ele de novo? Sim. Ele, ele, ele! Quem ele é? Ele é muito mais do que me atrevo a dizer. Diz ela que ele é luz! Como assim, luz? Ilumina os (des)iluminados, encanta quando canta, cala - quando fala, desintegra - quando quer ensinar a menina, e ensina! Como ensina! Tem mais? Tem. Faz poesias divinas. Ele - um galanteador, usa barba, tem cheiro bom, mãos grandes, corpo gostoso, anda largado, todo metido a desleixado, mas é um lorde; seu sorriso - o céu aberto, o hálito - brisa do mar, sua presença - um carnaval de desconcerto, sua risada - a nossa primavera, sua voz - o cantar dos pássaros em harmonia desarmonizada, quando passa - desestrutura a fala, até dor de barriga já deu! No corpo, causa arrepios, és rosa sem espinhos, E na cabeça? Na cabeça? É, na cabeça! Na cabeça, só tem ele, Não! Na cabeça dele, o que tem? Diz ela que tem o oceano inteiro de sabedoria, dúvidas e mais um pouco...É, essa menina está realmente louca, esquizofrênica! Ele não pode existir! Mas pra ela existi! Se acreditas no amor, acreditas nesse tal de Amendoim, talvez seja ele, o que restou de bom...
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