Nunca me questionei sobre a questão do ser. Acho um tema meio que complicado. Complicado no sentido de complexo, difícil. E mais difícil ainda, seria definir o ser. Já ouvi dizer que ser, é definir-se a cada dia. Pra mim, a cada segundo (sem definição). Mas acredito que há a possibilidade de existir a parir de suas experiências, as quais nos transformam e contudo, nos tornam que somos no agora.
Ainda não me tornei um só ser, mas posso dizer que já fui e vivi muitas coisas. Meus gostos, meus gestos, meus medos, minhas vontades e minha coragem, adaptam-se a medida que as novas situações aparecem. Como o vai e vem das ondas, que de certa forma trazem e levam novas águas; e ao mesmo tempo fazem parte de um só todo, de um só conteúdo: a imensidão do mar.
Comparar-me ao mar, mostra como sou presunçosa. Mais fácil seria comparar-me a uma simples gota; que some no meio da terra, ou olhando por outro lado, que completa-se junto a outras. Bom, melhor não comparar a nada.
Basicamente, acho que é isso: eu me completo. Me completo com outros que se assemelham a mim. Sou um ser plural, sociável. Sou ou estou, e sempre me complico. E sei que complicar faz parte. Sei muito pouco sobre mim. Preciso me conhecer mais, porém não tenho pressa. As vezes, não sei o que quero. Mas o que não quero é certo: deixar de tentar, de agir, de fazer. Estou e quero sempre estar. Como diz o querido Beto, "tenho sede de viver".
Março, 18 .
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