Num despertar de um sonho lindo,
Construído pelo inconsciente divino
Caminhando em busca de um específico sorriso: duvidoso.
As luzes, ao olhar dos olhos dela,
Distorciam a realidade, turva, que imaginou
Neste mesmo sonho lindo.
Lembranças vagas, surgiam na psique
Exacerbada era a vontade, de fazer-se real
Torna-te novamente real, a tua pele
Sobre os braços dela.
Seria mesmo este, um sonho lindo?
Cercado de incertezas, o sonho que já não era mais sonhado,
E sim vivido
Denominou-se como eternas saudades,
De uma realidade intangível.
Anos se passaram, e a lembrança ainda daquele mesmo sonho lindo,
Foi desvendada ter sido sonhada,
Por outra mulher.
Deitada na cama, tentou retornar ao sonho da outra.
E não conseguiu.
Lembrou-se ter tido vontade de despertar
E agora
Já era tarde demais.
À aquele sonho, ela não retornaria mais.
Mesclando todos os arrepios que sentia, com os olhos fechados
Questionou-se, se em algum momento,
Estiveram-os de fato, acordados.
Os olhos.
A razão.
O amor, lúcido.
Não.
Aquele sorriso, simplesmente a consumia.
Esquemas criados, muito mais elaborados
Que o tear de uma aranha,
Envolviam os sentidos dela.
O calor daquele sorriso duvidoso,
Afastado pelo destino natural da vida,
Unido pela casualidade de emaranhar a vida,
Enlouqueceu-a de paixão.
Voltando ao sonho lindo,
Triste por não mais poder vive-lo
Decidiu que faria da paixão onírica
Um belo jardim.
Cuidaria da alma viva, que permanecia intacta:
Pelo por pelo, cílios por cílios, póros por póros.
Imagem de um sorriso duvidoso,
Composto na tela de um rosto
Pintada por Deus.
Ao amor e aos dias vividos,
Rasos de igualdade,
Contudo, revestidos de uma intensa insanidade
Fizeram dela, uma mulher mais feliz.
Abençoado seja este jardim,
Que a permita voltar,
Nem que seja apenas para relembrar
Daquele sonho e sorriso lindo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário